As grandes transformações são lentas e silenciosas

Os gestores públicos têm a missão de transformar o Brasil em uma nação desenvolvida não apenas em termos tecnológicos, mas, principalmente, em condições de igualdade de seu povo

Por Erivelto Rodrigues

Não são poucas, nem simples, as soluções e manobras adotadas pelos gestores públicos para superar as diversas barreiras impostas pelos embates políticos, orçamentos restritos ou infortúnios da natureza, para executar com lealdade os fundamentos básicos da Constituição Federal de modo a garantir condições de igualdade aos brasileiros e, por consequência, deixar seu legado nos anais da história.

Os desafios de ser uma gestão pública de sucesso e referência nacional são ainda maiores quando destacamos que o Brasil é uma nação com ampla diversidade regional e com 5.570 municípios, é o quinto país mais populoso do mundo, com aproximadamente 204 milhões de habitantes, conforme divulgou recentemente o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e com dimensões continentais.

Dessa forma, a manutenção do gestor público em seu posto por mais de um mandato, bem como de seu sucessor direto, passa necessariamente pelo equilíbrio das contas públicas, com registro de bons resultados nas áreas da saúde, educação, habitação, saneamento, segurança, social e econômica do município, do estado ou da União.

Nesse contexto, nos parece que são poucos os gestores públicos que reconhecem que as grandes transformações ocorrem de forma lenta e silenciosa ao longo das décadas, e não exclusivamente no período de seu mandato, fato que torna seus desafios ainda mais árduos. Ou seja, é importante pavimentar a estrada do desenvolvimento a partir das boas práticas da gestão pública para que haja sustentabilidade ao longo do tempo.

Para evidenciar e reiterar a necessidade de reconhecimento constante das boas referências e sucesso na gestão pública, é importante destacar que o Brasil é considerado um país em desenvolvimento, mesmo tendo iniciado seu processo de urbanização há mais de 80 anos.

Em pleno século XXI, o rótulo de economia em desenvolvimento transfere aos gestores públicos a necessidade recorrente, entre erros e acertos, de encontrar soluções que possam contribuir para a transformação do Brasil em uma nação desenvolvida não apenas em termos tecnológicos, mas, principalmente, em condições de igualdade de seu povo.

Sabemos, porém, que essa necessidade de transformação recai também sobre os diversos segmentos da sociedade, seja pelos investimentos em pesquisa e desenvolvimento pela iniciativa privada, pela dedicação das organizações não governamentais (ONGs), seja pelos atos de civilidade da sociedade brasileira.

Nesse processo, a Austin Rating entende que tem contribuído de forma contundente a partir de seus estudos especiais — estruturada em sua ampla base de dados —, como este sobre As Melhores Cidades do Brasil, em parceria com a revista ISTOÉ. Ou, ainda, amparando a iniciativa privada e o setor público por meio de trabalhos realizados por seus profissionais que permitem corrigir o curso de suas ações e obter maior êxito em cada um dos objetivos perseguidos.

Erivelto Rodrigues é presidente da Austin Rating